
Certa vez, no programa manhattan conexion, Lucas Mendes pediu a Paulo Francis que falasse sobre o pintor norte-americano de origem holandesa, o abstracionista Willem De Kooning (ver aqui http://www.youtube.com/watch?v=zZ0iG7iLRno&feature=related, se quiser economizar tempo, vá para 3’:15”). Francis tinha dois minutos. Sem olhar nem um papel, falou sobre a arte do renomado pintor. Francis ensinou. Ao final, Lucas Mendes pegou no braço de Francis e disse: “muito obrigado”. Rememoro esse episódio porque umas das poucas alegrias de um intelectual é ser reconhecido, não apenas pelos seus pares com a benção sempre lisonjeira – e quase sempre falsa - dos acólitos. É uma das poucas alegrias que tenho como alguém que tenta transmitir algum conhecimento. Uma espécie de De Kooning realista.
Essa manifestação sincera e que não antevê nenhum tipo de benefício é coisa rara “em tempos sombrios” - para glosar o título de Hannah Arendt. Rara porque se alguém se arvora a falar sobre algo que o outro discorda - e, com argumentos, mostra outra visão possível -, o discordante tende a usar os antolhos de sua sabedoria e se fecha na sua ensimesmada forma de pensar. Assim é quando se fala de arte (ainda se fala de arte?), assim é quando se fala de jornalismo.
Em uma de minhas recentes explanações, falava sobre a relação entre democracia e jornalismo. Como o tema sempre é tomado pelo viés do “o jornal é a voz do patrão” e, como sempre, tendo a divergir do que se apresenta como lugar comum e é impregnado por ideologia rasteira e pouco crítica, apresentei outras idéias que fogem dessa simplificação tão prejudicial para a compreensão tanto do papel da imprensa, como das garantias da sociedade democrática.
Não disse que os interesses comerciais não possam interferir na linha editorial da imprensa – e em uma região como a amazônica isso é ainda muito presente -, mas disse que outros fatores interferem, como o custo, as ideologias dos jornalistas, o tempo e o consenso social. Expliquei isso e falei como a democracia está diretamente relacionada à idéia de objetividade jornalística (questionável em muitos aspectos), um dos pilares de uma sociedade democrática.
A sociedade democrática é visceralmente influenciada pela relação, necessariamente próxima, mas não reflexiva, no sentido de reflexo (exatamente porque o jornalismo é um discurso, uma construção simbólica sobre a realidade), entre o relato e o fato, o relato e o compromisso se não com a “verdade”, certamente com uma aproximação necessária da verdade. Daí deriva, ou deveria derivar, a credibilidade do relato jornalístico e, por conseguinte, do jornalista. Alguns editores não acreditam mais nisso, preferem acreditar na menina bonita que apresenta o jornal, ou no jornalista que gosta de futebol e demonstra isso com todos os clichês do jornalismo esportivo.
No Brasil, vários fatores interferem nessa ausência de princípios democráticos e da tentativa de cerceamento da atividade jornalística. Em especial, uma ideologia política que quer assumir a consciência pela conscientização. Ideologia que é adepta do pensamento de que seus ideais são os bons ideais e de que, se há crítica por parte da imprensa, é porque a imprensa ou é golpista ou não está comprometida com o social, “é a voz do patrão”.
Para os adeptos desse modo de pensar, a objetividade jornalística só pode ser vista sob os auspícios de uma idéia de mundo tomada como redentora e edificante, mesmo que essa idéia tenha atentado (e continua) contra a democracia, a liberdade de imprensa e os direitos individuais em vários países. Os que não aderem a essa ideologia são “parciais”, insensíveis ou conservadores. Os progressistas falam em democracia, quando querem o controle da informação; falam em “imparcialidade”, quando querem a parcialidade dos “bons” (deles).
Ao acabar minha fala, os que estavam presentes começaram a sair. Eu, de cabeça baixa, com os cotovelos sobre a mesa, as mãos unidas e os olhos fechados senti uma mão em meu ombro. Abro os olhos e me volto para a responsável pelo gesto. Uma Senhorita elegante (com um bom perfume, bem vestida e voz delicada) então diz: “obrigada professor”; eu perguntei: “pelo quê”; ela respondeu: “pela sua aula”.
Sei que, para muitos, isso não é grande coisa e nem eu estou aqui me vangloriando por isso, mas acredito que um dos principais papéis daqueles que expõem idéias é explicitá-las para que o mundo se torne menos opaco e as pessoas menos obtusas – estou pensando, talvez, com um certo iluminismo original. Isso não quer dizer, evidentemente, que o que se diz não possa ser contraditado, a democracia admite a contradição. Isso faz parte de um dos preceitos ideais (idealizados?) do conhecimento; isso faz parte de um dos principais preceitos do jornalismo e de um regime democrático. É preferível a contradição à pena única que se coloca como verdade.
A verdade, a busca de uma maior relação entre conhecimento e realidade se dá, de certa forma, na academia e no jornalismo, de modos semelhantes: buscando a relação entre discurso e realidade; o discurso como intérprete do real, que deve representá-lo buscando tornar o mundo visível de modo verdadeiro e coerente para o indivíduo. Ambos possuem seus métodos. Se um é, digamos, mais detido e rigoroso, o outro deve organizar, com seu rigor, o caos do nosso cotidiano.
Pode ser um ideal, mas não se precisa confundir o ideal com o vazio, como não se deve confundir abstracionismo com ausência de significado. Prefiro um De Kooning que representa as formas sem ser o reflexo da realidade; prefiro um jornalismo que defenda a democracia sem se submeter à obediência de um realismo abstrato.
Essa manifestação sincera e que não antevê nenhum tipo de benefício é coisa rara “em tempos sombrios” - para glosar o título de Hannah Arendt. Rara porque se alguém se arvora a falar sobre algo que o outro discorda - e, com argumentos, mostra outra visão possível -, o discordante tende a usar os antolhos de sua sabedoria e se fecha na sua ensimesmada forma de pensar. Assim é quando se fala de arte (ainda se fala de arte?), assim é quando se fala de jornalismo.
Em uma de minhas recentes explanações, falava sobre a relação entre democracia e jornalismo. Como o tema sempre é tomado pelo viés do “o jornal é a voz do patrão” e, como sempre, tendo a divergir do que se apresenta como lugar comum e é impregnado por ideologia rasteira e pouco crítica, apresentei outras idéias que fogem dessa simplificação tão prejudicial para a compreensão tanto do papel da imprensa, como das garantias da sociedade democrática.
Não disse que os interesses comerciais não possam interferir na linha editorial da imprensa – e em uma região como a amazônica isso é ainda muito presente -, mas disse que outros fatores interferem, como o custo, as ideologias dos jornalistas, o tempo e o consenso social. Expliquei isso e falei como a democracia está diretamente relacionada à idéia de objetividade jornalística (questionável em muitos aspectos), um dos pilares de uma sociedade democrática.
A sociedade democrática é visceralmente influenciada pela relação, necessariamente próxima, mas não reflexiva, no sentido de reflexo (exatamente porque o jornalismo é um discurso, uma construção simbólica sobre a realidade), entre o relato e o fato, o relato e o compromisso se não com a “verdade”, certamente com uma aproximação necessária da verdade. Daí deriva, ou deveria derivar, a credibilidade do relato jornalístico e, por conseguinte, do jornalista. Alguns editores não acreditam mais nisso, preferem acreditar na menina bonita que apresenta o jornal, ou no jornalista que gosta de futebol e demonstra isso com todos os clichês do jornalismo esportivo.
No Brasil, vários fatores interferem nessa ausência de princípios democráticos e da tentativa de cerceamento da atividade jornalística. Em especial, uma ideologia política que quer assumir a consciência pela conscientização. Ideologia que é adepta do pensamento de que seus ideais são os bons ideais e de que, se há crítica por parte da imprensa, é porque a imprensa ou é golpista ou não está comprometida com o social, “é a voz do patrão”.
Para os adeptos desse modo de pensar, a objetividade jornalística só pode ser vista sob os auspícios de uma idéia de mundo tomada como redentora e edificante, mesmo que essa idéia tenha atentado (e continua) contra a democracia, a liberdade de imprensa e os direitos individuais em vários países. Os que não aderem a essa ideologia são “parciais”, insensíveis ou conservadores. Os progressistas falam em democracia, quando querem o controle da informação; falam em “imparcialidade”, quando querem a parcialidade dos “bons” (deles).
Ao acabar minha fala, os que estavam presentes começaram a sair. Eu, de cabeça baixa, com os cotovelos sobre a mesa, as mãos unidas e os olhos fechados senti uma mão em meu ombro. Abro os olhos e me volto para a responsável pelo gesto. Uma Senhorita elegante (com um bom perfume, bem vestida e voz delicada) então diz: “obrigada professor”; eu perguntei: “pelo quê”; ela respondeu: “pela sua aula”.
Sei que, para muitos, isso não é grande coisa e nem eu estou aqui me vangloriando por isso, mas acredito que um dos principais papéis daqueles que expõem idéias é explicitá-las para que o mundo se torne menos opaco e as pessoas menos obtusas – estou pensando, talvez, com um certo iluminismo original. Isso não quer dizer, evidentemente, que o que se diz não possa ser contraditado, a democracia admite a contradição. Isso faz parte de um dos preceitos ideais (idealizados?) do conhecimento; isso faz parte de um dos principais preceitos do jornalismo e de um regime democrático. É preferível a contradição à pena única que se coloca como verdade.
A verdade, a busca de uma maior relação entre conhecimento e realidade se dá, de certa forma, na academia e no jornalismo, de modos semelhantes: buscando a relação entre discurso e realidade; o discurso como intérprete do real, que deve representá-lo buscando tornar o mundo visível de modo verdadeiro e coerente para o indivíduo. Ambos possuem seus métodos. Se um é, digamos, mais detido e rigoroso, o outro deve organizar, com seu rigor, o caos do nosso cotidiano.
Pode ser um ideal, mas não se precisa confundir o ideal com o vazio, como não se deve confundir abstracionismo com ausência de significado. Prefiro um De Kooning que representa as formas sem ser o reflexo da realidade; prefiro um jornalismo que defenda a democracia sem se submeter à obediência de um realismo abstrato.
P.S: Acima, “Woman I”, de De Kooning. A realidade ali não está totalmente ausente, e sim representada através de outras formas. Para o jornalismo, representar o real com objetividade é uma de suas obrigações, apenas assim a democracia pode se tornar um quadro, que pode parecer imperfeito, mas que ajuda a expulsar as formas (sempre sutis) de um realismo (idealismo) totalitário.
10 comentários:
Parabéns,
Espero que muitos leiam e entendam.
Ana Paula Câmara.
A busca da verdade no jornalismo, é quase uma utopia, na dura realidade cotidiana de sobrevivência.Gostaria que tudo fosse diferente, que a democracia fosse, de fato, uma regra a ser seguida. Porém a imprensa "hoje", mais do que nunca, é capitalista.Tudo funciona, não como um grupo, que deveria ser, mas com o idealismo solitário daquele que visa o lucro, como uma razão de ser e viver.
É triste saber que, de alguma forma, somos escravos das palavras ocultas e inertes que deveriam caminhar com liberdade, para uma melhor compreensão do mundo,que acredito, fazermos parte.
Agradeço, em especial, à você professor "Relivaldo", por ter feito parte, e ter contribuído, e muito, nesse meu pequeno universo de conhecimento que, "quizás", pretendo expandir, com a força e coragem que Deus, sempre haverá de me proporcionar.
Relivaldo
Logo no tempo dos relativismos ficamos cada vez mais intolerantes. A ponto de ouvirmos só os argumentos que nos agradam ou nos contrapormos ao argumento alheio desqualificando o sujeito, não o discurso.
Quanto à relação entre jornalismo e democracia, a institucionalização da profissão jornalística certamente se sustenta em preceitos democráticos, como visibilidade (tornar visível), liberdade e representatividade. Mas a grande contradição da imprensa é vincular-se, ao mesmo tempo, a uma lógica democrática e a outra comercial. Legitima-se apenas pela primeira, mesmo que diariamente a segunda esteja escancarada nos jornais. Ou seja, o discurso legitimador e a prática profissional ficam mais distantes e deixam brechas para questionamentos sobre a validade do jornalismo.
Penso que a instabilidade (ou crise) é importante por expor o debate sobre o jornalismo e permitir reavaliar as formas de legitimá-lo. Do ponto de vista político, a impressão que tenho é que a sociedade fica mais exigente com a imprensa – e mais atenta a falhas ou distorções – quando a democracia está mais consolidada, ou seja, quando não há um poder central opressor.
A principal cobrança que recai sobre o jornalismo diz respeito ao reverso da medalha em que a liberdade está cunhada: a responsabilidade. Nenhuma liberdade é ilimitada. O problema é que as propostas de estabelecer limites costumam estar ao lado de tentações autoritárias. O termo “controle social”, por exemplo, é de tamanha amplitude conceitual que não me arisco a dizer se concordo ou discordo sem a devida delimitação de quem o pronuncia.
A democracia não apenas admite contradição, faz dela sua força motriz. Por isso o jornalismo ainda existe. E por isso deveríamos pensar em como tirar da profissão a aparente inimputabilidade que há, sem cair na armadilha de apoiar crivos estatais.
Abraço
Guerreiro,
É verdade que exista a influência comercial no jornalismo. Mas é verdade também que essa lógica tende a influenciar mais ainda os jornais que dependem quase que exclusivamente do anúncio estatal. Ao contrário do que podemos imaginar, e do que aprendemos ad nauseam com o discurso anticapitalista vulgar, um mercado privado forte e diversificado tende a fornecer uma maior liberdade, não é o que sempre ocorre, repito, mas existem exemplos (e não poucos) que se aproximam da liberdade ideal de informar. Os problemas devem ser apontados e corrigidos, nunca escondidos ou tratados de modo totalitário e inquisidor.
No mais, reitero suas palavras.
Abraço,
Relivaldo de Oliveira.
Excelente texto.
Ao menos, para quem pretende cursar e estudar, ou estuda o jornalismo e suas relevantes teorias e práticas, com a ideia de mudança, na comtemporaneidade. Concordo e acredito também, tendo como proposta jornalismo e democracia, que no Pará as empresas jornalísticas privadas que, certamente, fluem para questão sócio-político usando, de certa forma, a "Liberdade de imprensa" (Marx), onde as necessidades de sobrevivência ou de ação política encaminham a imprensa à produção jornalística, em massa. De maneira que a democracia seja aplicada, ao apresentarem suas notícias sobre o estado com o intuito de, cada vez mais, atingir a maioria da população. Porém, como ressaltado acima, "Os problemas devem ser apontados e corrigidos, nunca escondidos ou tratados de modo totalitário e inquisidor".
Saudações,
Lorena Moreira.
Caro Relivaldo,
Tua bem estruturada argumentação me fez lembrar de uma recente entrevista que li com a jornalista norte-americana, Jan Schaffer. Ela, que é ganhadora de um Pulitzer, advoga a revisão de conceito de notícia, mas, e sobretudo, uma ampla ruptura com o modelo de jornalismo que hoje é exercido em boa parte das democracias no mundo.
Concordo com Jan, concordo contigo quando dizes que apenas "os interesses comerciais não possam interferir na linha editorial da imprensa – e em uma região como a amazônica isso é ainda muito presente -, mas disse que outros fatores interferem, como o custo, as ideologias dos jornalistas, o tempo e o consenso social".É um pouco por aí o que penso (no fundo é um pouco percebido por mim da tua fala). É que para além das questões deontológicas (e com isso as ideológicas, sim) e as comerciais, o que me saltam aos olhos é a incompetência para se fazer jornalismo honesto e competente. Usa-se os impedimentos gerados pelos conflitos em nome do interesse comercial da empresa jornalística e o interesse público para no fundo disfarçar a preguiça e a falta de uma larga bagagem cultural para exercer esse ofício fundamental, contudo, infelizmente praticado em algumas searas com total desleixo para com o público.
Um abraço e que o debate prolifere
Ana, Você faz parte daquelas cinco pessoas para quem me interesso escrever, exatamente porque, sempre que pode, demonstra uma inteligência aguçada.
Concordo com Você em tudo, especialmente a respeito da incompetência que tenta se justificar com o discurso do mercado, do “o jornal é voz do dono”. Esse discurso, tão propalado por uma análise “sindical”, quer mesmo é democratizar a informação com os chamados movimentos sociais (sic), ou seja, corremos o risco de termos uma TV hiper híbrida. A sociedade brasileira está sendo dividida entre raças e minorias em nome de uma democracia enviesada e cega. O mérito, seja pessoal ou do jornalismo, é apenas um detalhe.
Abraço,
Relivaldo de Oliveira.
Relivaldo querido, que bom que teu blog existe! Duas coisas:
1)Leio teu texto um dia após receber um comentário no meu blog: "deixe as fraldas antes que querer se meter a falar de política". E você vem, brilhantemente, dizer que “o discordante tende a usar os antolhos de sua sabedoria e se fecha na sua ensimesmada forma de pensar”. No dia seguinte, recebo um email de um aluna da Unama, pedindo o artigo que cito no texto do comentário anterior, pois o link estava quebrado e ela tinha interesse pelo tema. Óbvio, que ao contrário de você, não ensinei, mas senti que mesmo incomodando a uns, despertei essa ‘cuíra’ de saber um pouco mais. A mesma que você despertou em mim quando eu tinha 15 anos e havia entrado na universidade...a mesma que me faz querer trilhar passos parecidos com os teus. Te agradeço muito por isso.
2)Se tem uma coisa que sempre me incomodou nas palestras e debates é colocar no patrão a culpa de todos os males do jornal, como se isso inviabilizasse o trabalho inteiro e a função do jornalismo. Rousiley Maia, diz que os medias são “instituições híbridas, ao mesmo tempo políticas, econômicas e culturais profissionais”. Isto é, o ‘capital (tão quisto e combatido) é um ponto em toda essa rotina produtiva. Quando repórter, várias vezes, antes da ‘auto-censura’ de que o patrão vai cortar a matéria, me questionei: ‘será mesmo que eu sei escrever sobre isso?’. Essa representação do real almejada passa desde aí: na aptidão com o tema do repórter, do (des) conhecimento daquele que edita e também do patrão.
Um abraço
Rayza.
Prezada Rayza,
Não ligue para essas manifestações, em sua maioria são reclamações “do amante rejeitado” (Paulo Francis). Querem ser inteligentes, mas a natureza não permite, lêem meio livro por ano, desistem de tudo, só acreditam na ofensa e na inteligência osmótica da luz, ou de outras substâncias que julgam ser inspiradoras. Trabalho árduo? Que nada, aprenderão tudo com sua mágica relação com a realidade, quando revelamos a estupidez de suas elucubrações se enfurecem. Eu sempre as revelo, eu sempre demonstro, eu sempre quero incomodar a mediocridade, por isso sou tão amado por esses (as) luminares.
O papel de ser um intelectual é formar uma inteligência (pessoas, idéias) capaz de fazer frente a essa gente. Fico feliz por ter despertado isso em Você, fico feliz que a tenha influenciado de alguma forma, é a gratificação que posso ter, não espero nada além disso.
É pouco? Não. Pouco é o só ter a canalhice travestida de crítica para mostrar, pouco é continuar um vagabundo intelectual achando que a vida é assim mesmo e nada pode ser feito, pouco é ter a covardia como virtude.
Rayza, nunca se acovarde diante de um desafio, diante de uma polêmica, mas não precisa dar bola para vadios e larápios da honra alheia. Não tenho mais paciência pra esses tipos, a minha paciência se restringe a quem pode me oferecer algo além de sua baba espumante, minha paciência ainda existe para pessoas como Você. Aos vagabundos, covardes e medíocres, faça como eu, dedique o solene e perene ostracismo.
Abraço querida,
Relivaldo de Oliveira.
Relivaldo,
Estava pesquisando conteúdo sobre as palavras-chave "jornalismo" e "democracia" (algo pelo qual sempre me interesso) quando encontrei o teu blog.
A aula a que se refere em epígrafe foi ministrada na 7JLN, creio.
Nesses tempos de obscurantismo, de combate velado aos preceitos democráticos, faz-se mais do que necessário que todos tenham fixas ideias como as expostas aqui.
Para alguns grupos políticos organizados, suas ideologias (deturpadas) à moda da sempre evocada dialética, justificam tudo, desde que se chegue ao objetivo final, ao maior estilo às avessas de Maquiavel.
Para outros, basta que se considere o debate político no cenário real e honesto (somente no debate, é claro, sem entrar em outro mérito), em que as divergências são aceitas e discutidas, como manda a Democracia.
Em um momento de disputas políticas, que se escolha o melhor. Mas o melhor para a Democracia. Não a "democracia social", como diria inescrupulosamente Emir Sader, mas a única Democracia existente, aquela em que acreditamos, a ideal, que não se sujeita a relativismos.
Que sigamos lutando por esses valores, os ideais. Mas sem ideologia, pois esse termo já foi apropriado por "eles".
Apropriado e deturpado. No maior estilo... "deles", que querem deturpar também o Estado Democrático de Direito.
Um abraço e obrigado pelas aulas sempre esclarecedoras.
Paulo
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