sexta-feira, junho 22, 2012

Livro "Amazônia, cidade e cinema em 'Um dia qualquer' e 'Ver-o-Peso'"


O livro “Amazônia, cidade e cinema em ‘Um dia qualquer’ e ‘Ver-o-Peso’”, escrito por mim, será lançado na sexta, 22, no Instituto de Artes do Pará (IAP). A obra foi vencedora do Prêmio IAP de Artes Literárias de 2011, Prêmio Vicente Salles, na categoria Ensaio.
O livro estuda dois filmes paraenses, “Um dia qualquer” (1962), de Líbero Luxardo e “Ver-o-Peso” (1984), de Januário Guedes, Sônia Freitas e Peter Roland, sob a ótica da representação das épocas em que os filmes foram produzidos. Para isso, utilizei uma metodologia, com base no filósofo Walter Benjamin e no antropólogo Clifford Geertz, que buscasse interpretar os filmes em conjunto com seus momentos históricos, tanto do ponto de vista social e histórico quanto estético.
Imagens de Belém – Os filmes analisados no livro têm em comum a cidade de Belém como cenário e como personagem principal. O filme de Luxardo, o primeiro longa-metragem do Pará, narra a história de Carlos (Hélio Castro), que após a perda da mulher amada Maria (Lenira Guimarães), rememora o amor e vaga desconsolado pela cidade. O filme de Januário, Freitas e Roland conta, em uma mistura de narrativa documental e poética, um dia no principal cartão postal de Belém, o Ver-o-Peso, através de um mendigo (Aberto Bastos) que vivencia várias situações cotidianas do lugar. Esses filmes são significativos porque representam uma cidade que, em muitos aspectos, não mais existe e, principalmente, por revelarem uma cidade que pode nos dizer muito de nossa realidade nos dias de hoje.
Os filmes são analisados como formas de representações diferentes de Belém. “Um dia qualquer” é pensado a partir de uma leitura existencial sobre a modernidade, com a estética cinematográfica do período, muito próxima aos cineclubes belenenses, e com a crítica que tinha nessa estética seus modos de julgamento, só assim podemos entender toda a crítica recebida ao filme e isso, hoje, precisa ser considerado. “Ver-o-Peso”, uma geração depois, é um vetor da tentativa de revalorização da cultura amazônica, paraense, de Belém, que buscava se fazer presente, pressionada pela ameaça de uma modernização avassaladora que se instaurava na região.
Modernidade - No prefácio do livro, o professor de filosofia da UFPA, Ernani Chaves, diz que os dois filmes analisados no ensaio trazem uma reflexão sobre a vida moderna na Amazônia. “Neste ensaio a fantasmagoria da ‘Paris nos trópicos’ reaparece invertida criticamente: não se trata mais de embelezar a cidade por meio de imagens, para mais uma vez tentar livrá-la dos pobres e de todas as formas de sujeira, mas de tomar as imagens da cidade em dois momentos próximos cronologicamente e ao mesmo tempo tão distantes do ponto de vista das ‘ideias’, para, por meio delas, trazer à luz as tensões, os embates, os conflitos que a instauração de uma ‘vida moderna’ pode significar entre nós”, argumenta Chaves.
Realidade - O cinema na Amazônia precisa de um número maior de pesquisas que demonstrem não só as histórias sobre as famosas exibições dos cinemas na cidade, mas que exponham os variados contextos que com essa atividade se relacionaram. As conhecidas cenas sobre o cinema na Amazônia, no Pará, precisam ir além, precisam expor os vários aspectos de uma realidade que em muitos momentos dialogava com esse cinema, nesse sentido, o cinema não é só um mundo de encantos, mas também, um mundo de exposição, no sentido benjaminiano, ou seja, um objeto que exprime contextos, épocas, foi o que busquei com esse trabalho.

quinta-feira, junho 14, 2012

Amazônia, cidade e cinema em Um dia qualquer e Ver-o-Peso


Prezados,                

Na sexta, dia 22 de junho, lanço o livro Amazônia, cidade e cinema em Um dia qualquer e Ver-o-Peso, que foi vencedor do Prêmio IAP de Artes Literárias de 2011, Prêmio Vicente Salles, na categoria Ensaio.

O local será o Instituto de Artes do Pará (IAP), às 19:00 horas.

Todos estão convidados.

Em breve publico um breve release sobre o livro.